
Aquele bilhete que não tiveste a coragem de rasgar
Uma pesada e transparente nuvem de frio desce, vagarosamente, entre os prédios cinzentos e, ainda, encharcados pela chuva.
É um manto diáfano que, de mansinho, vai gelando a pele e enrijecendo o pouco de primavera que ainda circula no ar.
Vendo assim, parece triste, mas não o é.
É comparável a uma epígrafe gravada em um coração apaixonado e longe do objeto de sua paixão, mas que sabe, breve o reencontro.
Ainda é leve e insinuante.
E a manhã vai tornando-se clara.Talvez confirmando uma teoria de que o frio possa ser branco.
A tarde é uma visão longa e interminável, que só terá fim, na profunda escuridão da noite, que se abrirá, e mostrará o retorno ao aconchego conhecido.
É incerta a previsão de quando vou te ver novamente.
Mas mesmo sendo certa, não é ao meu amor que correspondes, então torna-se indiferente e desnecessária a confirmação.
Eis aqui, apenas uma pausa, para refletir sobre a tua real presença em meus pensamentos...
E em como...
Tu me atrapalhas de estudar. Fico lendo e querendo falar contigo sobre o que leio. Pelo menos treino a minha escrita... “ literária”. Quero estudar muito, muito, literatura e história. É fascinante. Apaixono-me cada vez mais... Bj
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