2013/01/13
MEMÓRIAS
então...naquela noite... parei de chorar. varri com os dedos os teclados e tua imagem com uma pergunta padrão encheu a tela. respondi lentamente buscando vasculhar o que me fosse permitido. a resposta veio ligeira... e depois tantas e tantas... e minutos e horas... e muito ri e chorei... nestas poucas e corridas horas em que nos permitimos. eis que te encontrei.tudo mágico. fluindo. sem barreiras. sem medos. descobrindo-se. aprendendo. sentindo. encontro de insanos. cheios de vida, de calor e de alegria. cheios de ansiedade, de frustrações e de recomeços. enredados num mundo só nosso. vendo e vivendo sonhos só nossos. apenas buscando o que nos faltava. sem intenções. sem planos. e vem o tempo que nos consome, nos alivia e nos rouba... esse mesmo tempo... mais e mais nos buscamos... e, ao invés de os passos acostumarem-se ao caminho, vão descobrindo que não pertencem mais ao mundo de onde vieram. e, por último vem o medo... o medo que tanto fragiliza, que desafia e que derruba os sonhos. medo de não ter mais o que se teve. medo de querer o que não se pode. buscamos sempre o que nos falta... e então descobrimos que está em nós. mas neste momento não queremos mais nos separar do que nos preencheu o vazio da vida. queremos manter em nós, os sonhos que nos ajudaram a perceber que não precisamos mais deles. e... nos atordoamos... ao sentir que um dia seremos só lembranças.
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