2013/04/26



http://www.youtube.com/watch?v=WaLJMHK_UL8&list=RD02SqilVyJnLXQ

VENTANIANDO

 
 
 
 
Tua pele...

Deitada nesta
cama toda nua...
As minhas mãos
percorrem os seus
segredos mais íntimos!...
Descansam em silêncio,
no sussurrar dessa
tua pele tão linda!...

(Airton Ventania)

2013/04/21

O TEMPO



e aí ela começou a entender... não era seu.
quanto tempo levaria para esgotarem todas as lágrimas... quanto tempo levaria para acabar aquela dor... quanto tempo ainda poderia suportar...
nem o dia se importava... fazia-se ensolarado e agradável.
e ela ali parada...
tentava organizar os pensamentos... mas eles fugiam descontrolados pelos vãos escuros.
uma dor apertava seu peito...
não era seu.
desviou os olhos tristes e doloridos daquele sol insensível e postou-se no canteiro como um embriagado
podia fugir de si mesma... mas não dele.
nem ela tinha a noção do tamanho do que os ligava.
era difícil saber o que era maior... se o abandono ou o fracasso.
e deixou-se ficar...

2013/04/14

yeahhh...JOE COCKER




http://www.youtube.com/watch?v=wlDmslyGmGI

MARCA EVIDENTE





Sentimento dividido
No tempo perdido, buscando te ter
Sinto no ar que respiro seu cheiro e prefiro não lembrar você
Ficou marca evidente que vive presente no meu coração
Do caminho diferente
O amor entre a gente não teve razão.
Mas já chega assim não dá,
Desculpe amor, vou te deixar.
Sei que vai me entender,
Adeus, foi bom te conhecer.
Vou dar paz pro coração
Nessa solidão tá dificil viver.
Vou sumir da sua vida
A unica saída é ter que esquecer


desconheço o autor

ORAÇÃO




e que o senhor me permita sentir sempre amor pelas pessoas
mesmo por aquelas que é bem difícil amar...

AGORA TAMO NO BLOG

se é pra ter rugas... que seja de tanto rir.
obrigado aos amigos que me ajudam nesta tarefa difícil que é viver.

A VIDA 2


A VIDA


MAIS LUA



EU


O PONTO DE VISTA DA FELICIDADE



alguém me disse hoje que a felicidade depende do ponto de vista...
não consegui entender. pra mim ser feliz é ser ou não ser. sem querer parafrasear o famoso.
passei o dia de ócio pensando nestas palavras...
ponto de vista... eu entendi.
ela quis dizer que se eu me contento com o que tenho e não quero ter nada além eu sou feliz.
ela quis dizer que o que me falta não deve ser importante pra mim.
ela quer dizer que devo ficar quieta no meu canto e parar de bobagem...
afinal sou isso mesmo. nada vai mudar. mesmo que eu queira.
fiquei sem palavras... sem ação... sem pensamentos até.
ponto de vista...
pra mim felicidade é correr atrás do que eu quero... sem medo de sofrer... sem medo de chorar... sem medo de abrir a porta do coração e dizer entra e arrasa... sem medo de cair da altura que o sonho me levar... sem medo de ficar sem ar... sem chão. mas nunca sem palavras.
cada um sabe até onde vai sua história. além disto cada um imagina como é. e podemos imaginar errado.
na minha pele só eu sei o que acontece. claro que não quero que alguém possa...
mas a capacidade de compreensão deve ser uma coisa aberta.
as pessoas precisam abrir os olhos... a mente... e muito mais o coração.
a vida me fez assim... de novo parafraseando alguém. eu sou o que construí. e foi difícil chegar aqui. só eu sei. e só eu posso saber qual o melhor lugar do meu ponto de vista.
este ponto só eu sei... ninguém vê através dele.
ele é minha referência porque eu o fiz com a minha experiência de vida.
eu busco o que me faz feliz com o meu olhar pessoal...
não me venha dizer em que ponto de vista eu deveria estar pra ver...

A LUA










PONTO DE VISTA




ser legal
é tão diferente
quanto ser normal
é deficiente...

ser diferente
é tão legal
quanto ser deficiente
é ser normal...


ser deficiente
é tão legal
quanto ser normal
é ser  diferente...


ser normal
é tão legal
quanto ser diferente
é ser deficiente...

PONTO DE VISTA


IRONIA





isto que é acessibilidade...
as pessoas normais
tem que ter pernas iguais
pra chegar à felicidade!


acessibilidade aos corações...

2013/04/10

CARTA A UM AMOR QUE SE FOI




Meu amor
Como sempre digo que não te escreverei mais e acabo voltando a escrever. Agora demorei um pouco mais. Achei que não tinha mais sentido escrever, mas como antes, tenho aquela sensação de escrever para mim mesma. Sinto-me terrivelmente sozinha. No começo não conseguia acreditar que tinhas me deixado. Fiz uma porção de coisas esperando que voltasses. Foi uma dor tão grande que me deixava anestesiada e eu nem sentia mais nada. Quase me joguei fora... sentia-me culpada... se eu me punisse talvez te teria de volta. Ninguém conseguiu me ajudar... não se pode ajudar alguém perdido em si mesmo. A única companheira que permaneceu fielmente neste tempo todo foi a solidão. No começo ela era sinistra, escura, densa, pesada, até sarcástica. Ficava de vigília e me roubava a sanidade. Ficava dor latente. Física. As pernas adormeciam... a cabeça ficava vazia. Depois ela começou a dar tréguas. Deixava espaço para o seu lado melancólico. Então juntavam-se a tristeza e a auto piedade... e sabes do meu horror a auto piedade. Então descobri cascas. E me vestia delas... algumas vezes várias delas. Fui me desfazendo de ti no meu cotidiano na tentativa de diminuir a dor. Ela não diminuiu... mas cada etapa foi mostrando que só em mim tinhas ficado... que só o meu amor por ti mantinha-te vivo em mim... e fui preocupando-me tanto em desfazer-me de ti para não sofrer que acabei desfazendo-me de mim ao mesmo tempo... cada passo que eu tentei dar pra longe de ti  afastou-me de mim mesma. Sei agora que não posso querer tirar-me do meu mundo para te esquecer... nem deixar-te naquela gavetinha no cantinho do meu coração... preciso deixar-te a mostra. Preciso da tua presença para poder te deixar ir... preciso que estejas aqui para que eu me separe de ti. Até a dor amadurece... Sinto que não tenho que  te separar de mim... nem te tirar daqui... nunca vais embora... nunca vais me deixar... porque fazes parte de mim... seremos eternamente nós dois dentro de mim. Desobrigo-me a te esquecer. Isso alivia... finalmente alguma coisa alivia.

RECOMEÇO






Era um dia calmo de verão... não havia vento nem brisa... o mar estava calmo...  beijava a areia branca da praia com certa lascívia.
O sol debruçava-se preguiçosamente sobre as nuvens que atravessavam o céu azul do meio dia... não era quente... mas uma sensação de frescor brotava das palmeiras que circundavam a praia deserta...
Ela caminhava distraída olhando as conchinhas brancas que ficavam na areia molhada quando o mar voltava ao seu lugar, malicioso e dócil...
Estava tudo perfeito... pensava ela... e enterrava os pés na areia.
Foi descendo a duna devagar até vê-lo parado na curva do caminho que ligava a vila aquele recanto perdido... pensou em voltar mas ele virou-se e olhou-a com seu olhar forte e quente.
Ela sorriu... fazia tempo que não o via.
Ele parecia mais encantador... os cabelos mais curtos iluminavam seu rosto.
Ele sorriu de volta... demonstrando na sua expressão,  como estava feliz em encontrá-la.
As sombras das árvores iam preenchendo os espaços vazios entre eles.
Ela parou tentando manter aquela imagem dele... parecia que em um instante ela poderia se desmaterializar.... de repente sentiu medo do que sentia.
Mas ele veio calmamente ao seu encontro com os braços estendidos... sem apelos... sem receios... e a abraçou forte... um abraço de saudade profunda... de lembranças acumuladas... de passado longínquo... de outras terras... outras praias... outros céus e mares... outras mulheres também.  
Ele era outro dentro de si mesmo... um homem cujo tempo havia envelhecido por dentro e por fora... que agora via na sua frente a esperança em forma sólida... palpável.
Seus olhos estavam cheios de lágrimas quando ele a olhou tão perto... mas sua boca mostrava o sorriso mais sincero, mais aberto, mais puro que ela jamais veria em alguém.
Ela o conhecia tão bem e sabia que apesar do tempo e das mudanças podia confiar nele inteiramente.
Não precisaram de palavras... todas haviam sido ditas ao deixarem-se  no passado.

2013/04/09

TON





...e assim se fez. depois de criar sua imagem... criou a fantasia. e envolveu sem contar os riscos. pensava ser ela definida... equilibrada... resolvida. talvez quisesse brincar de seduzir...brincar de machucar... brincar de não brincar.
talvez não. o que faria sentir-se assim tão bem ao fazer tão mal.
poder de sedução... mostrar pra quem.
então ela acreditou.
fechou os olhos e sonhou... deixou-se envolver pela voz... pelo doce sorriso... pelo rosto iluminado... pela meiguice estampada...pela música...
e no tom do ton entregou-se mais uma vez depois de muito pensar e desvairadamente achar que tudo pode ser se o coração assim o desejar.

VIRTUALMENTE




ela se afastou. não queria sofrer... tinha feito um pacto consigo mesma... sem dor.
mas... de repente ele apareceu na janelinha e disse... tenho pensado em ti. vou aí te ver. tenho isto em mente.
ela sorriu... ele não era real. mas estava ali... dizendo que queria ser. respondeu algo sem pensar... humm...apagou. escreveu de novo...humm. enviou. achou que precisava dizer algo inteligente... vasculhou a mente onde os pensamentos atropelavam-se... alguns temerosos escondendo-se nos cantinhos escuros... outros saltitantes brilhavam ao lembrar dele. apressou -se em demonstrar sua alegria... tentando ainda conter a ansiedade. difícil achar um meio termo.
mas os dias passaram sem que a janelinha abrisse novamente... ela tentou lembrar o pacto.
então ele surgiu em outra janela... maior. mais real. doce e iluminado. mostrando-se inteiro e desprovido de qualquer mistério.
conversaram... riram... trocaram... riram... brincaram...
palavras as vezes confundem. podemos dizer qualquer coisa que queremos.
ela baixou a guarda... ele se insinuou.
e, no meio da conversa, fez nascer no violão uma música que alguém escrevera usando de paixão... sem perceber ela chorou... sem perceber ele sorriu.



CARTAS... AINDA




... e naquela tarde, entre um cochilo e outro
ele assustou-se com o passar das horas,
mas ficou quieto ouvindo o vento sacudir a janela...
depois virou-se pra ela e fitou-a.
seus olhos tinham um brilho estranho...
 como se ele quisesse ser outra pessoa
e que essa outra pessoa pertencesse somente a ela...

 envolveu seu corpo num abraço mudo...
e assim ficaram quietos. ainda ouvindo o vento...

2013/04/01

Esta é a Larah.... minha afilhada. Nasceu em 24 de março. É linda demais!!!