2007/10/13

ME PROCURAS

PODES VOLTAR

E ASSIM...






Onde te ocultas
Que não respondes
Doce chamado

Que poderes nos impõe
A perversa realidade
Que te afasta

Porque não vejo-te
Além dos sonhos
Luminoso riso de outrora

Que empenho do destino
Em afastar-te insano

Apelos dissonantes
Resistem impassíveis
Negando tua volta

Causa ignorada
Para descabida ausência

Solidão que afeta
Alma em desencanto

Sirvo-me de tua falta
Desvanecendo em sofrimento

MEU AMOR NA QUINTA ESSÊNCIA










Aquele bilhete que não tiveste a coragem de rasgar


Uma pesada e transparente nuvem de frio desce, vagarosamente, entre os prédios cinzentos e, ainda, encharcados pela chuva.
É um manto diáfano que, de mansinho, vai gelando a pele e enrijecendo o pouco de primavera que ainda circula no ar.
Vendo assim, parece triste, mas não o é.
É comparável a uma epígrafe gravada em um coração apaixonado e longe do objeto de sua paixão, mas que sabe, breve o reencontro.
Ainda é leve e insinuante.
E a manhã vai tornando-se clara.Talvez confirmando uma teoria de que o frio possa ser branco.
A tarde é uma visão longa e interminável, que só terá fim, na profunda escuridão da noite, que se abrirá, e mostrará o retorno ao aconchego conhecido.
É incerta a previsão de quando vou te ver novamente.
Mas mesmo sendo certa, não é ao meu amor que correspondes, então torna-se indiferente e desnecessária a confirmação.
Eis aqui, apenas uma pausa, para refletir sobre a tua real presença em meus pensamentos...

E em como...
Tu me atrapalhas de estudar. Fico lendo e querendo falar contigo sobre o que leio. Pelo menos treino a minha escrita... “ literária”. Quero estudar muito, muito, literatura e história. É fascinante. Apaixono-me cada vez mais... Bj

MEU POETA-DRUMMOND


O quarto em desordem

Na curva perigosa dos cinqüenta
Derrapei neste amor. Que dor! Que pétala
Sensível e secreta me atormenta
E me provoca à síntese da flor.

Que não se sabe como é feita: amor,
Na quinta-essência da palavra, e mudo
De natural silêncio já não cabe
Em tanto gesto de colher e amar.

A nuvem que de ambígua se dilui
Nesse objeto mais vago do que nuvem
E mais defeso, corpo! Corpo, corpo,

Verdade tão final, sede tão vária,
E esse cavalo solto pela cama,
A passear o peito de quem ama.

EU ME CHAMO SANDRA OLIVEIRA

SOU SANDRA OLIVEIRA Amo a vida, a música, a dança, o amor... Sempre apaixonada! Amo os livros, as poesias... Caio... Drummond... Amo as tintas e seus sonhos. Frida Khalo. Amo Djavan...Renato... Amo os filhos e suas aflições... Amo ver, ouvir, sentir.Escutar.





Sobre mim Uso máscaras. Pareço difícil. Mas sou fácil. Qualquer passo me alcança. Qualquer abraço me enternece. Qualquer olhar me apaixona. Sou fácil. E simples. Sou quadrilátero. Seqüência lógica. Não tenho mistérios. Um sorriso me basta. Estou sempre a mão. No caminho. Sem segredos. Claro. Puro. Transparente. Não jogo. Sou um só. Incomposto. Descomposto. Descomplicado. Não sou pluri. Sou natural. Singelo. Desafeto. Desapego. Descomplexo. Ingênuo. Mas uso máscaras. Por isso não me conheces... De Sandra Oliveira.