2013/06/17
DECIFRA-ME OU DEVORO-TE
ESFINGE DE CRISTAL
Gilberto Wallace Battilana
A minha mão entre a tua saia e a tua pele
me causa a mesma sensação de quando roço o papel
acariciando o poema. O mais puro prazer sensual
se faz pensamento em busca da beleza
numa contemplação, atenta surpresa
e beijo a tua boca, tateio o teu seio,
procurando no poema o veio racional.
Avanço, no duplo jogo, desdobramento natural,
no qual, nem o que me sobra me é alheio,
quero mais, sem desistência,
minha vontade perseguindo o verso
e revelando a mulher, paradoxal
fotografia captada pelo poema
numa aparente incoerência,
regras e estruturas, ritmos e imagens, desenham
a descoberta da arquitetura do teu corpo,
esfinge de cristal.
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